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sexta-feira, 3 de março de 2017

Feirantes vendem produtos em meio a ratos no Mercado Central


Na tarde de ontem, O Estado flagrou vários dos animais circulando entre bancas em que são comercializados os alimentos; à noite, com a redução no fluxo de pessoas, os roedores circulam mais livremente pelo local


Feirantes vendem produtos em meio a ratos no Mercado Central


Ratos se escondem entre as placas de concreto que formam o pavimento do setor interno do Mercado Central (Foto: De Jesus / O ESTADO)

  SÃO LUÍS - Os alimentos comercializados no Mercado Central, em São Luís, são expostos em meio a ratos. A constatação foi feita na tarde de ontem por O Estado. Vários desses roedores foram flagrados circulando entre as bancas em que são comercializadas frutas e verduras. Enquanto isso, as obras de reforma em um dos pontos comerciais mais antigos da cidade seguem sem prazo de execução.

  Os ratos ficam abrigados entre as placas de concreto que formam o pavimento do setor interno do mercado. Eles aproveitam um descuido dos feirantes e de clientes para se alimentar de restos de alimentos descartados durante as vendas. À noite, com a redução no fluxo de pessoas e de acordo com testemunhas, os ratos circulam livremente pelo local.

  Os feirantes admitem a presença de ratos em meio às bancas em que são oferecidos os produtos aos

Ontem, ratos foram flagrados transitando pela área durante o dia (Foto: De Jesus / O ESTADO)

consumidores. 

  “Aqui tem rato demais. E até hoje ninguém veio dedetizar este lugar”, disse a feirante Gilcilene Araújo. Ela admite que nenhum comerciante tomou a iniciativa para retirar os ratos. Outros feirantes preferem ignorar o problema. “Isso aí não é nada de mais. Passa governo e entra governo e ninguém faz nada”, disse um feirante, que não quis revelar o nome.

  Por outro lado, os clientes afirmam que a presença dos ratos entre as bancas onde ficam os alimentos é uma ameaça à saúde. “É muito triste ver um lugar como este, que poderia ser referência para o turismo da cidade, nesta condição tão degradante”, afirmou o autônomo José Soares. Mesmo sabendo do perigo, o autônomo ainda adquiriu alimentos no Mercado Central.

  Nenhum representante da admi­nistração do Mercado Central foi localizado para tratar do assunto. De acordo com feirantes, anualmente é obrigatório o pagamento de uma taxa para o uso dos boxes e auxílio na manutenção da estrutura do ponto comercial.

Ratos ficam entre caixas em que ficam acondicionados produtos e se escondem sob o mercado (Foto: De Jesus / O ESTADO)

Doenças

  Os ratos são transmissores conhecidos de várias doenças, entre elas a leptospirose. De acordo com os médicos, a enfermidade é causada por bactérias, que se alojam nos rins.

 Além da leptospirose, outras doenças causadas pelos roedores são a febre murina (cujo tratamento é feito por antibióticos), a febre pela mordida do rato, além da peste bubônica ou peste negra.

Reforma?

  Até o momento, a reforma do Mercado Central – prometida pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) – ainda não saiu do papel. No site do Ministério do Planejamento, consta um investimento de aproximadamente R$ 8.800.000,00 para a recuperação do prédio.

  De acordo com a direção nacional do órgão, os serviços serão executados por meio do orçamento previsto pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas. Segundo o Iphan, no total 44 obras estão previstas para serem executadas na capital maranhense. Destas, menos da metade será entregue até o fim de 2017.

Números

  R$ 8 milhões e 800 mil é o valor previsto para as obras no Mercado Central
44 é o total de obras do PAC Cidades Históricas

Fonte: O ESTADO




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