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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Esquema em Goiatins desviou R$ 10 mi, diz PF



Prefeito, primeira-dama, vereadora e mais nove pessoas foram presas; Contrato de “laranjas” era como professores

                                Gomes e Sandra Suely foram presos em Goiatins

  Com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que atuava em esquema de fraudes em contracheques de servidores para fins de contratação de empréstimos consignados, em Goiatins, Norte do Estado, a 504 km da Capital, a Polícia Federal deflagrou ontem a Operação Bagration, que resultou na prisão do prefeito do município, Vinicius Donnover Gomes (PSC), da primeira-dama Sandra Sueli e mais dez pessoas relacionadas ao esquema.

  Entre os presos estão também secretários municipais e a vereadora e oficial de Justiça Diana da Cruz Campos Ferreira. Um mandado de prisão ainda estava em aberto até o fechamento desta edição.

  Conforme o delegado da Polícia Federal de Araguaína Tarcísio Moreira, a organização criminosa teria desviado cerca de R$ 10 milhões da prefeitura desde 2013, quando Gomes assumiu a gestão municipal. “Uma parte do desvio era feita com o contracheque. Com a contratação de servidores fantasmas que pediam empréstimo consignado, com a apresentação de contracheque falsificado, e recebiam o dinheiro, sendo que a maior parte ficava com a organização criminosa e uma pequena parte ficava com quem oferecia o nome para utilizar no esquema”, explicou.

Recursos

  Ainda de acordo com o delegado, as instituições financeiras utilizadas eram as que trabalhavam com empréstimos consignados, mas, por enquanto, não foi detectava a participação de terceiros no esquema. “Esses pagamentos dos empréstimos eram feitos em parte com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb)”, afirmou. Na maioria dos contracheques falsificados, constava o cargo de professor nível fundamental. A operação atingiu, além de Goiatins, os municípios de Araguaína, Guaraí, Itacajá, Palmas e Carolina (MA) onde foram presos os envolvidos na fraude.

Crimes

  No decorrer das investigações, foram constatados que a organização criminosa praticava crimes de desvio de recursos públicos, crimes eleitorais, fraudes em licitações, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Dos mandados, nove são de prisões preventivas, e quatro de temporárias, ou seja, permanecerão presos por cinco dias. Os presos estão recolhidos no Centro de Prisão Provisória de Araguaína (CPPA).

Fonte: Jornal do Tocantins





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