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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

ARAGUATINS: Em vídeo, Cleudimar fala uma das versões sobre assassinato de professora


  O araguatinense e agente financeiro Cleudimar Rodrigues, de 38 anos, disse à Polícia Civil que a professora Maria da Conceição Campos, de 42 anos, foi morta. No entanto, ele já apresentou várias versões para o caso e disse que não foi o responsável pelo assassinato da mulher, que desapareceu há uma semana.

  Ele voltou atrás do que havia dito no início da semana e assumiu apenas que se encontrou com ela antes do crime, o que foi registrado por câmeras de segurança do Terminal Maranata, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, que mostram quando ela sai do local para entrar no carro dirigido pelo suspeito.”Encontrei umas seis horas. Do terminal, eu desci o anel viário e fui para um restaurante”, relata na gravação feita pela Polícia Civil.

  Após o vídeo, o homem já apresentou mais versões para o que aconteceu depois do encontro. “Primeiro, ele negou que tivesse se encontrado com ela. Depois que obtivemos as imagens e o prendemos, ele confessou que participou do crime, que se encontrou com ela, que saiu para jantar e teria deixado ela na casa de um advogado, que teria a matado. Agora, ele nega que isso aconteceu e diz que, após o jantar, ela pediu para descer próximo a um terminal de ônibus”, explica o delegado responsável pelo caso, Arthur Fleury.

  O investigador não tem dúvidas de que Rodrigues participou da morte da professora. “Ele é um estelionatário nato, que muda de versão cada vez que descobrimos uma mentira. Agora a gente foca pra encontrar o corpo da mulher. O suspeito sabe o começo, o meio e o fim dessa história”, disse o delegado.

Desaparecimento

  A família afirma que Rodrigues devia cerca de R$ 30 mil para a professora. Segundo o delegado, o homem namorava com a mulher para obter vantagens financeiras.
Maria da Conceição saiu de casa, em Aragoiânia, às 16h do dia 19 de janeiro para cobrar a dívida do suspeito. Desde então, os parentes não a viram mais.

               

  Câmera de terminal mostra Maria da Conceição indo encontrar Cleudimar

  Segundo o delegado, por volta das 18h, ela encontrou com Rodrigues no Terminal Maranata. Em seguida, foram para um restaurante. Pessoas que estavam no local disseram que a mulher assinou várias folhas de cheque em branco para o suspeito.

  Fleury afirma que o carro que o suspeito utilizava era no nome da professora e que, uma procuração feita por ela a ele, indica que o agente financeiro já planejava matá-la há quase um mês.

 “Ele havia tentado vender este carro desesperadamente. Levou até na concessionária, falando que era de uma tia que havia falecido e ele precisava vender. A vítima era completamente iludida pelo suspeito, que fazia ela pegar empréstimos, fazer financiamentos em que o único beneficiário era ele”, disse.

  De acordo com o delegado, a polícia apura se, de fato, o advogado apontado por Rodrigues no vídeo tem envolvimento com o crime. “A gente acredita que esta, que é uma das tantas versões que ele nos diz, foi uma forma de tentar desviar o foco da investigação. Mas claro, vamos apurar todos os aspectos dessa situação”, conclui o delegado.

 (G1)

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