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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Professor arremessa cadeiras na UFMA; em vídeo, ele chama os estudantes de fascistas




Vídeo mostra o momento da confusão no Centro de Ciências Sociais; Wellington Lima Amorim falou sobre o caso


Vídeo mostra professor jogando as cadeiras
Vídeo mostra professor jogando as cadeiras (Foto: Reprodução)

  SÃO LUÍS - A ocupação do Centro de Ciências Sociais (CCH) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) terminou em tumulto na tarde de quinta-feira (27). Um professor do curso de Filosofia da instituição arremessou cadeiras em alunos que protestavam contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241. Em vídeo, ele disse que foi impedido de dar aula e chamou os manifestantes de "fascistas".

  Em vídeo enviado para WhatsApp de O Estado, aparece o professor Wellington Lima Amorim no corredor do prédio, bloqueado por estudantes e cadeiras, tentando chegar até a sala de aula. Ao ser impedido pelos alunos, o docente começa a afastar as cadeiras e até a arremessá-las. O professor, então, decide recuar e sai do local. Como protesto, os manifestantes ecoam o grito de "fascistas não passarão".

  Wellington Lima Amorim, então, resolveu publicar um vídeo comentando o caso. "Protagonizei uma das cenas mais deprimentes que eu, com 16 anos de ensino, posso ter protagonizado", considera o professor. Ele afirmou que "as universidades federais se tornaram um lugar de fascistas" e diz que os manifestantes são "um bando de analfabetos políticos". O professor pediu que a reitoria da universidade apure o caso e disse que na segunda-feira dará aula normalmente, independentemente da ocupação.



  O assunto repercutiu entre os discentes e docentes da universidade. Uma professora do curso de Comunicação Social, Li-Chang Shuen Cristina, criticou a atitude do professor. "Ontem um professor do curso de Filosofia da UFMA atirou cadeira em alunos que estavam na ocupação do CCH (Centro de Ciências Humanas) e machucou alguns estudantes, meninos e meninas. Minha irmã Stefhany estava lá na hora, não se machucou, mas comentou comigo algo para nós, professores, pensarmos bem: quando é professor que faz greve, aluno não obriga professor a dar aula. Aluno não tenta furar ocupação de professor, porque elas nem existem. Os professores fazem suas greves bianuais, que para muitos funcionam como micareta de férias porque eles viajam, somem, tomam doril dos campi país afora, e aluno não obriga o professor a dar aula para aqueles que querem assistir aula. Você pode ser contra ou a favor de ocupações, contra ou a favor de greve de alunos, mas se você, professor, também se beneficia de greves mesmo não aderindo a elas, como eu (porque termina sua carga-horária no prazo e tem férias maiores porque o calendário fica uma bagunça), respeite seus alunos. Docência é para quem tem empatia, acima de tudo", publicou em uma rede social.

Ocupação

  A ocupação no CCH teve início nesta quinta-feira. Foi a segunda manifestação contra a PEC 241 na UFMA em menos de dois dias: na quarta-feira (26), estudantes do Colégio Universitário (Colun) também protestaram.

  Além do prédio do CCH da UFMA, cinco instituições estão ocupadas por estudantes em protesto contra a PEC 241: o Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Centro Histórico, o IFMA Campus Açailândia, a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Campus Chapadinha, o Núcleo de História da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e o Centro Integrado do Rio Anil (Cintra), em São Luís.

  A PEC 241 foi aprovada pelo plenário da Câmara dos Deputados na noite de terça-feira (25), em segundo turno, com 359 votos a favor, 116 contrários e duas abstenções. Depois da Câmara, a proposta será encaminhada ao Senado, onde também será votada em dois turnos.

Fonte: iMirante.com

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