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domingo, 26 de junho de 2016

Em dois anos, 166 prisões no Brasil



Do To, apenas Botelho é investigado; no total, mais de 50 políticos são citados
A operação Lava Jato foi deflagrada no dia 17 de março de 2014, com a participação de cerca de 400 policiais federais que deram cumprimento a 81 mandados de busca e apreensão, 18 mandados de prisão preventiva, dez mandados de prisão temporária e 19 mandados de condução coercitiva. Passou-se mais de dois e a investigação está na 30ª fase da operação, que já realizou 73 prisões preventivas, 87 prisões temporárias e seis prisões em flagrante, um total de 166 prisões, conforme detalha o Ministério Público Federal (MPF). (Confira o detalhamento das prisões e balanço nos quadros abaixo)
Lava Jato virou a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro que o Brasil já teve, com uma estimativa que R$ 19 bilhões foram desviados da Petrobras. Mas, no início, a investigação tinha como alvo organizações criminosas lideradas por doleiros
O caso
Porém, a Justiça Federal do Paraná, MPF, Receita Federal e Polícia Federal descobriram que havia um esquema criminoso de corrupção envolvendo a Petrobras. O MPF relata que, por dez anos, grandes empreiteiras organizadas em cartel pagavam propina para altos executivos da estatal e políticos. Assim garantindo, com propinas de 1% a 5% do montante pago, contratos bilionários superfaturados.
Os doleiros, alvos da investigação inicial, eram os responsável por distribuir o suborno.
Os investigados são executivos, ex-executivos e donos de empreiteiras, operadores do esquema, ex-diretores e ex-gerentes da Petrobras, doleiros, ex-deputados, parlamentares e dirigente de partido.
Delações
O avanço da operação se deu, principalmente, em razão da delação premiada, em que doleiros, funcionários da Petrobras, membros de partidos e empresários concordaram em colaborar com as investigações em troca de benefícios no seus processos. Essas delações levaram a investigação de mais de 50 políticos, a maioria com mandato.
As empresas Camargo Corrêa, Odebrecht, Setal Engenharia e Sog Óleo e Gás admitiram ter participado do esquema na Petrobras e se comprometeram a pagar multas e a ajudar nas investigações.
O juiz federal Sérgio Moro é o responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância do Judiciário. A investigação também está no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que contabiliza 865 manifestações e 118 buscas e apreensões, além da repatriação de R$ 79 milhões. No STF e STJ são investigados os políticos com mandatos, que no caso possuem foro privilegiado.
Políticos
Entre os políticos mais conhecidos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é um dos investigados na operação. A presidente Dilma Rousseff (afastada no processo do impeachment) e o presidente interino Michel Temer também são citados nos inquéritos. Entre os investigados ainda estão os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente da Câmara (também afastado), Eduardo Cunha (PMDB-RJ). No total, 12 senadores e 21 deputados federais são alvos da Lava Jato.
Tocantins
Do Tocantins, até o momento apenas o deputado federal Lázaro Botelho (PP) ingressou na lista dos investigados por suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras. O PP é um dos partidos investigados, juntamente com o PT e PMDB, tendo 16 deputados na lista do STF.
Por que Lava Jato?
A operação foi assim intitulada porque um dos grupos fazia uso de uma rede de lavanderias em Brasília e postos de combustíveis para movimentar os valores oriundos de suas práticas criminosas. (Com informações da Agência Brasil)
lava jato
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Fonte: Jornal do Tocantins

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